terça-feira, 12 de julho de 2011

Papo de Cinema: O amadurecimento da Saga Harry Potter.

A saga do bruxo Harry Potter (Daniel Radcliffe) está chegando ao fim, e ao lembrar das aventuras em que ele, Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), ainda crianças se metiam nos primeiros filmes (A Pedra Filosofal e A Câmera Secreta) da série baseada nos livros de J. K. Rowling, e em seguida, nos depararmos com o peso dramático do últimos (O Enigma do Príncipe e As Relíquias da Morte), a impressão que temos é de estar vendo uma franquia completamente diferente.

No Início, travessuras.

Mas é apenas impressão, essa evolução da inocência à maturidade ocorreu de maneira gradativa durante os 07 livros/filmes, e esse é o maior trunfo da saga que vem se mostrando absolutamente eficaz no cinema, por exemplo, não lembro de ter oportunidade em outra franquia cinematográfica de acompanhar o crescimento dos personagens principais, e podemos afirmar que os produtores têm total noção disso e estão tirando o proveito correto.
Podemos observar essa noção nas escolhas dos cineastas que estão comandando os filmes, em 'A Pedra Filosofal' e 'A Câmara Secreta', o enredo ainda tinha um clima infantil, as aventuras ou confusões nas quais o trio se metia eram típicas de filmes familiares de fim de ano, sabendo disso, a direção ficou a cargo de Chris Columbus, famoso justamente por dirigir filmes desse gênero, como Esqueceram de Mim, a partir de 'O Prisioneiro de Azkaban', quando a trama começou a ficar mais complexa, diretores com experiência em dramas passaram a ser escolhidos, o atual diretor, David Yates (responsável pelas últimas partes), só tinha feito filmes independentes, antes de Harry Potter (esse tipo de escolha é algo raro em super produções, o mais comum é escapar pela facilidade, ou seja, muitos efeitos especiais e marketing pesado, vide outras franquias como Transformers que parou na mão ensandecida de Michael Bay, por exemplo).
Mas certamente, J. K. Rowling (que teve um papel ativo na produção de todos os filmes) foi definitiva nessas opções, aliás, não podemos esquecer que a "evolução" da saga, partiu dela, ao perceber que as crianças que se tornaram fãs do primeiro livro, invariavelmente cresceriam, então a cada novo livro, a autora tornou a trama mais complexa, acompanhando esse crescimento.
O primeiro exemplo notável desse desenvolvimento, acontecem em 'O Prisioneiro de Azkaban', onde ainda temos uma áurea de história infanto-juvenil, mas o enredo já flerta com temas mais complexos, inclusive viagens no tempo. No entanto, os novos rumos da "saga" ganham forma em 'O Cálice de Fogo', além do inevitável enfoque em romances (estamos lidando com personagens de 14-15 anos), há no final, um corte, brutal e definitivo com a inocência da infância, o assassinato do jovem Cedrico Diggory (Robert Pattinson). Tolkien, por exemplo, jamais teve essa "coragem" em O Senhor dos Anéis, onde só os maus morrem, mesmo escrevendo para um público de maior faixa etária.

A Morte de Cedrico Diggory, representa o fim definitivo da inocência da saga.

Chegando em 'O Enigma do Príncipe', já estavamos preparados para tudo, o livro e, consequentemente o filme, é absolutamente devastador, pesado e repleto de cenas aterrorizantes, temos poucos momentos de escape, de alívio, o interesse amoroso de Hermione (Ema Watson, que está se tornando um mulherão) em Ron Weasley é desenvolvido de maneira sincera e até mesmo o personagem Draco Malfoy (Tom Felton) que não passava de um “rivalzinho” irritante e metido, passou a ser uma figura trágica fadada a um destino cruel.

Emma "Hermione" Watson cresceu.

A trilha sonora também é pesada e inquietante lembrando os acordes Batman - O Cavaleiros das Trevas, em raros momentos ouvimos aqueles acordes criados por John Williams para o primeiro filme e a fotografia é excessivamente acinzentada e fria, em nenhum momento temos uma trégua representada por cores claras e quentes, para piorar Harry, ainda perde o seu mentor.


O clima sombrio tomou conta do final da saga.

Como se não bastasse, todo esse clima é ampliado em 'As Relíquias da Morte', onde inclusive um tom político repleto de intrigas e assassinatos se acrescenta a narrativa, a parte dois do último capítulo estréia essa semana e estejam preparados para situações imprevisíveis e para o fim de uma produção imensa de uma década que, sem dúvida, entrará para a história do cinema.. Mesmo assim, só consigo admirar a autora dos livros não só por ter aumentado nos jovens, o hábito de ler livros, mas por ajudar no próprio amadurecimento deles (como nem tudo é positivo, os que continuaram com mentalidade infantil, migraram para uma certa "pseudo-saga vampiresca").


Obs. Esse texto foi originalmente escrito em 2009 para o blog do parceiro Adriano Martins, o Cinemado, apenas o readaptei para a estréia da última parte.

3 comentários:

  1. amo harry potter, ele é tudo para mim, quanto eu estou fazendo aulas de feiticos na internet, procura aêê !


    Elisa Bastianélli Scaramussa

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  2. harry potter para sempre !!!!!!!!
    os filmes sao bons, mas o Daniel, é muito sem graça, nao tem expressao, mas os livros de J.K. Rolling sao perfeitos.

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  3. ISSO É RIDICULO QUE COLOCOU QUE QUANDO O "VAMPIRINHO" MORREU A SAGA ACABOU

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