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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Críticas de Cinema - Lua Nova

Lua Nova, New Moon, EUA, 2009.
Direção: Chris Weitz
Roteiro: Melissa Rosenberg.
Com: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke, Ashley Greene, Michael Sheen e Dakota Fanning.

Lua Nova é um pouco melhor que o primeiro filme da saga, por dois motivos o diretor Chris Weitz é sem dúvida alguma superior a Catherine Hardwicke (responsável pelo anterior) e por ser uma produção mais caprichada com um orçamento maior, ao menos não passa vergonha nas sequências de confrontos, diferente de Crepúsculo e seus efeitos pedestres. No demais, encontramos os mesmos equívocos.
O filme começa com a mesma indagação que irritantemente pontuava Crepúsculo, não bastava naquele, o vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson), dizer para Bella (Kristen Stewart) que eles não podiam ficar juntos, apenas para voltar a cada "dez minutos" e dizer o mesmo. Neste, Edward percebe novamente o perigo que sua amada passa ao seu lado (ele é um gênio), e resolve abandoná-la da maneira mais batida do cinema, magoando-a dizendo que não a ama, e que vai embora para nunca mais voltar. Com o vampiro longe, Bella se aproxima cada vez mais do seu amigo Jacob (Taylor Lautner), e descobre que ele também tem um grande segredo, na verdade, ele é um Lobisomem, e os lobisomens são inimigos mortais dos vampiros, gerando um conturbado triângulo amoroso, ao mesmo tempo ela é perseguida pela vampira Victoria que quer matá-la, como diria Sônia Abrão, "a vida dela não tá fácil!".
Com diálogos risíveis de tão melosos, o meu preferido em nível de medíocridade, é quando Bella percebe a alta temperatura do corpo de Jacob e solta a pérola: "você é o seu próprio Sol!" (tive que rir), o roteiro é extremamente cansativo ao praticamente repetir por metade da projeção, a mesma dinâmica que vimos em Crepúsculo entre Edward e Bella, só que agora sai o vampiro e entra Jacob (se bem que o novo parceiro tem uma química muito melhor com a mocinha, que o péssimo Robert Pattinson). Durante esse tempo, para não esquecermos Edward, ele passa a aparecer em visões para Bella aparentemente para orientá-la e protejê-la de qualquer tipo de perigo, só que suas aparições quase sempre tem efeito contrário, em certo momento, por exemplo, Bella está de moto, e ele surge pedindo para que ela pare, pois aquilo podia ser perigoso e simplesmente causa um acidente que poderia levá-la a morte (grande ajuda hein Edward?).Outro detalhe importante de frisar, é que a história baseada no livro de uma mulher, Stephenie Meyer, é completamente machista em sua concepção de submissão da mulher, e extremamente conservadora ao pregar a abistinência sexual como forma de evitar que a juventude se meta em problemas, sim, o fato de Edward evitar ao máximo "penetrá-la" com as suas presas é uma clara alusão a necessidade "sagrada" de não fazer sexo como única forma de manter Bella "pura", e essa metáfora se torna extremamente óbvia no final do filme quando (atenção spoiler, clique e arraste o mouse pela parte branca, se quiser ler), ao finalmente aceitar mordê-la, Edward pede que antes eles se casem! Alguém ainda tem dúvida?.
Lua Nova, até poderia ser um filme melhor, se evitasse encher linguiça, sendo pelo menos uns 30 minutos mais curto, e a história fica mais interessante nas poucas cenas em que surgiram os personagens de Michael Sheen (ator que admiro muito) e Dakota Fanning, pertencentes ao clã dos Volturi (a realeza vampira) que acredito, terão mais destaque no terceiro e quarto filme, se o próximo se concentrar mais nessa trama paralela, ao invés da entediante e infantil história de amor, ele pode até ser um ótimo filme. E pelo pouco que foi visto deles aqui, eu sinceramente acredito nessa hipótese.



sábado, 21 de novembro de 2009

Bobagem do Dia 19 - Cena Cortada de Lua Nova

Os Trailers e spots de TV do novo filme da saga crepúsculo, Lua Nova, mostraram exaustivamente a cena em que o novo interesse romântico da jovem e confusa Bela, se transforma em Lobo e parte para a briga, mas o que vocês ainda não viram foi a conclusão da cena, cortada nos cinemas por ter sido considerada muito forte, confira:


Hilário.
Se a cena fosse assim, seria bem mais sincera e realista com o "jeitinho" dos protagonistas do filme, vocês não acham?


Adaptado do talkshow do Conan O'Brien.
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