Mini-resenhas de filmes vistos ou revistos recentemente.
Deixa ela Entrar, Låt den rätte komma, Suécia, 2008.
Direção: Tomas Alfredson
Roteiro: John Ajvide Lindqvist
Um jovem humano se apaixona por uma jovem vampira, parece Crepúsculo ao avesso, mas não se engane, não se trata de um teen movie bobo onde os vampiros viram purpurina a luz do sol, é um drama intenso sobre amadurecimento com cenas de horror que surpreendem por envolver crianças na faixa dos 12 anos, não é um filme fácil de acompanhar, o
diretor inclusive deixa muitos pontos em aberto, mas a relação do jovem
Oskar com a
vampira Eli foi uma das mais
agradáveis surpresas do ano, e como bem disse Adriano Martins do
Cinemando, a combinação de neve e sangue é perfeita. O título é uma alusão a maioria das clássicas histórias de vampiros em que um vampiro só pode entrar numa casa se for convidado.

G.I. Joe - A Origem do Cobra,
G. I. Joe: Rise of Cobra, EUA, 2009.
Direção: Stephen SommersRoteiro: Stuart
Beattie, David
Elliot e Paul
Lovett.
Baseado na linha de brinquedos da
Hasbro, a mesma empresa dos
Trasnformes, este filme consegue ser um pouco melhor que a bomba
Transformers 2, por dois motivos, é mais curto e
Stephen Sommers não se leva tão a sério quanto Michael
Bay (que dirige seus filmes com se estes fossem o maior épico de todos os tempos), os efeitos especiais aqui são tão exagerados que perdem toda a credibilidade parecendo ter saído de um
video game, a história não interessa, é uma liga de super soldados, com os nomes mais "originais" possíveis, contra um vilão que quer dominar o mundo. Nesse estilo, prefiro
Team América:
World Police, que aliás esse filme imita ao destruir a Torre
Eiffel.

Controle Absoluto,
Eagle Eye, EUA, 2008.
Direção: D. J.
CarusoRoteiro: Hillary Seitz,
Travis Wright, John
Glenn, Dan
MacDermott.
Com uma trama de espionagem tão rasa quanto o filme a cima, que inclui todos os
clichês possíveis do
gênero, o mocinho é obrigado a fugir da polícia ao ser acusado de um crime que não cometeu e se vê diante de uma trama que está colocando em risco a segurança nacional, o filme só não é um embaraço total, por causa da mão segura da
direção que imprime energia e agilidade a história e também as boas
atuações de
Shia LaBeoulf,
Michelle Monaghan e
Billy Bob Thornton que convencem mesmo tendo que presenciar as situações mais absurdas. Um
ótimo passatempo
sem compromisso.
