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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Rodada de Cinema (20) - Wall Street 2, O Tesouro de Sierra Madre, Corra que a Polícia Vem Aí

Breves comentários de filmes vistos ou revistos recentemente.

Wall Street 2: O Dinheiro nunca dorme. Wall Street: Money never sleep, EUA, 2010.
Direção: Oliver Stone
Roteiro: Allan Loeb.

A último filme que eu imaginaria para ter uma continuação era Wall Street, mas com a nova crise econômica, o enredo realmente cai como uma luva, e o que é mais interessante, faz com que o primeiro seja mais que uma obra de ficção, uma incrível previsão do que estaria por vir, enquanto contraponto a todo o universo de excessos do original, Wall Street 2 funciona maravilhosamente bem, mas infelizmente se perde ao fugir da discussão econômica para investir numa trama sentimental.


O Tesouro de Sierra Madre, The Treasure of the Sierra Madre, EUA, 1948.
Direção: John Huston
Roteiro: John Huston

Com uma história incrivelmente simples sobre três homens que decidem apostar a sorte no garimpo e conseguir uma vida um pouco melhor, o filme se torna um prato cheio para o diretor John Huston explorar temas inerentes ao pior da natureza humana e também do oposto, mas o destaque mesmo, fica por conta do duelo de interpretações entre Humphrey Bogart (num papel totalmente diferente da imagem de galã que o marcou), Tim Holt e Walter Huston.


Corra que a Polícia Vem Aí (e continuações), The Naked Gun, EUA, 1988, 1991, 1994.
Direção: David Zucker.
Roteiro: David Zucker, Pat Proft
Representando o auge da comédia pastelão, a cine série ainda rende boas risadas, em parte por que os realizadores não exageram nas referências a outros filmes e quando o fazem, parodiam filmes que marcaram época, hoje, as comédias além de não passarem de colagem de paródias, utilizam geralmente sucessos do momento, o que facilmente torna as referências datadas, mas o principal motivo do alto nível da comédia é o talento acidental do já saudoso Leslie Nielsen.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Rodada de Cinema (19) - Scott Pilgrim, Tropa de Elite 2 e Top Secret!

Breves comentários de filmes vistos ou revistos recentemente.

Scott Pilgrim contra o Mundo, Scott Pilgrim vs. The World, 2010, EUA.
Direção: Edgar Wright
Roteiro: Edgar Wright e Michael Bacall
Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Ellen Wong, Kieran Culkin, Anna Kendrick, Chris Evans, Brandon Routh e Jason Schwartzman.
Em seu terceiro e mais ousado projeto, Edgar Wright deixa de ser apenas um diretor promissor para ser um dos melhores da nova geração, apresentando um ousado vanguardismo, a direção imprime um energia incrível para contar a história baseada nos quadrinhos de Bryan Lee O'Malley sobre um jovem baixista (Michael Cera) que para namorar a garota de seus sonhos terá que enfrentar seus 7 ex-namorados do mal, abusando da metalinguagem com telas divididas, legendas, brincadeiras visuais como no momento em que para demonstrar o espanto de um personagem sua boca é substituída por um "zero", ou ainda letreiros com onomatopéias que remetem diretamente a uma leitura de quadrinhos ou ao o universo dos videogames, o filme que ainda conta com um casting perfeito é inovador em todos os aspectos, talvez por isso tenha afastado o público dos cinemas americanos o que infelizmente prejudicou a estreia por aqui. Mas não tenho dúvidas que mais que um cult, o filme será reconhecido pela sua genialidade, é só uma questão de tempo.


Tropa de Elite 2, Iden, Brasil, 2010.
Direção: José Padilha
Roteiro: Bráulio Mantovani
Elenco: Wagner Moura, Irandhir Santos, André Ramiro, Milhem Cortaz, Seu Jorge, André Mattos, Maria Ribeiro, Pedro Van Held, Sandro Rocha.
O filme imortaliza de vez o personagem Nascimento como, provavelmente, o maior ícone do cinema nacional, só ele já valeria o ingresso, mas Padilha e Mantovani não perdem a chance que tiveram em mãos de corajosamente escancarar o cerne do problema da violência no país (que aliás, é o mesmo de todos os nossos problemas), a corrupção. O roteiro tem um arco dramático mais amarrado que o primeiro filme (que tinha o problema da mudança de protagonista que deveria ser o Matias) e que ainda encontra tempo para alfinetar os que chamaram Tropa de Elite de uma produção fascista, homenagear Cidade de Deus e criar diálogos inspirados que novamente caíram na boca do povo (- quer me foder, me beija porra!), os reforços no elenco também não ficam a desejar, destaque para Irandhir Santos como o contraponto da personalidade do protagonista. Em fim, espero que não demore muito para Padilha anunciar uma terceira parte desta verdadeira franquia de alta qualidade brazuca, material é que não falta para isso.


Top Secret! Iden, EUA, 1984.
Direção: David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker.
Roteiro: David Zucker, Jim Abrahams, Jerry Zucker, Martyn Burke.
Elenco: Val Kilmer, Peter Cushing, Lucy Gutteridge e Omar Sharif.
No auge da inventividade para cria gags visuais, a tríade do pastelão, fez essa que é uma de suas melhores comédias, repleta de momentos que além de hilários são curiosos do ponto de vista técnico por brincar com as próprias convenções do cinema, como no plano-sequência rodado totalmente de trás para frente ou no telefone em primeiro plano que depois se mostra imenso. As piadas e referências se mostram totalmente integradas a história, diferente das atuais comédias do gênero, inclusive as duas últimas partes de Todo mundo em Pânico dirigidas pelo próprio Zucker, que não passam de uma colagem de referências aleatórias de sucessos recentes quase sempre sem graça onde o público parece rir mais porque conseguiu reconhecer o filme na qual ela foi inspirada do que pela própria qualidade da piada.


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Rodada de Cinema (18) - A Hora do Pesadelo, Criação, Toy Story 3

Breves comentários sobre filmes vistois ou revistos recentemente.

Toy Story 3, Iden, EUA, 2010.
Direção: Lee Unkrich
Roteiro: Michael Arndt
Enquanto a DreamWorks/PDI tirou o brilho de sua mais famosa criação, Shrek, com continuações cada vez mais enfadonhas, a Disney/Pixar transformou essa terceira parte de Toy Story num épico de inquestionável alcance emocional para o público adulto, sem evidentemente esquecer do público infanto-juvenil com cenas divertidíssimas, além de uma sequência de ação de tirar o fôlego no terceiro ato, é sem dúvida a animação mais completa do estúdio até agora, já que inacreditavelmente consegue se superar a cada ano.

A Hora do Pesadelo, Nightmare on Elm Street, EUA, 2010.
Direção: Samuel Bayer
Roteiro:
Eric Heisserer
Absolutamente nada se salva nessa refilmagem de A Hora do Pesadelo, a maquiagem pode até ser mais realista, mas a antiga conseguia ser muito mais prática ao permitir que as expressões faciais sarcásticas do ator Robert Englund pudessem ser vistas, a burrice dos personagens poderia até ser perdoada se ao menos eles fossem interessantes e o mesmo pode ser dito dos sonhos, o filme ainda consegue ser conservador ao excluir o apelo sexual do primeiro filme e ao modificar o final.


Criação, Creation, Inglaterra, 2009.
Direção: Jon Arniel
Roteiro: John Collee, Randal Keynes
Apesar de ter um elenco homogeneamente eficiente incluindo Paul Bethany e Jennifer Connelly, o filme que deveria narrar os dias em que Darwin escreveu A Origem das Espécies, se torna cansativo por centrar demais o enredo na depressão do evolucionista após a morte da filha, sendo que quando menos esperamos, o livro termina de ser escrito, sem que tenhamos a chance de acompanhar o processo de criação. E o filme cresce nas poucas vezes que foca nisso, como nas lembranças do Beagle ou nos encontros com a Chimpanzé.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Rodada de Cinema (17): O Livro de Eli, Os Mercenários, Rec 2

Breves comentários sobre filmes vistos ou revistos recentemente.

Os Mercenários, The Expendables, EUA, 2010.
Direção: Sylvester Stallone
Elenco: Sylvester Stallone, Jason Stathan, Jet Li, Dulph Lundgren, Terry Crewis, Randy Couture, Mickey Rourke, Giselle Itié.
Era para ser uma homenagem as filmes de ação dos anos 80, mas a direção que Stallone emprega é moderna demais, com os cortes no estilo "piscou, dançou!" o que tira boa parte da graça, os diálogos são patéticos, os astros bombados são muito mal aproveitados, principalmente Jet Li , já os mais velhos, o próprio Stallone e Lundgren espantam pelas deformações, em fim, tem tanta coisa tosca que chega a ser divertido, no entanto eu esperava me divertir por outros motivos.

REC 2, Iden, Espanha, 2009.
Direção: Paco Plaza e Jaume Balagueró.
Elenco: Manuela Velasco, Leticia Dolera, Juli Fàbregas, Pep Molina.
O original tinha um charme especial que o diferenciava das produções de terror americanas, essa continuação entretanto, é americanizada ao extremo, tecnicamente é superior, sem dúvida, mas não chega nem perto do excepcional trabalho de edição com uma única câmera do primeiro, mas o pior é o rumo que a história tomou e as explicações para a origem dos "zumbis" envolvendo religião são as piores possíveis.


O Livro de Eli, Book of Eli, EUA, 2010.
Direção: Irmãos Hughes.
Elenco: Denzel Washington, Mila Kunis, Gary Oldman, Michael Gambon.
A fotografia acinzentada presente em 99% dos filmes apocalípticos já cansou (embora este ano também teve A Estrada que empregou muito bem o recurso) e nesta produção, ela se mostra totalmente artificial, além disso a importância exagerada que eles dão a bíblia e o poder de persuasão que quem a possui pode exercer não convence, afinal, num mundo perdido como aquele, que diferença faz encontrar o livro sagrado ou simplesmente reescrever um novo livro e se mostrar como um novo profeta? Salvam-se apenas umas boas sequências de ação em plano sequência.


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Rodada de Cinema (16) - Entre Irmãos, Esquadrão Classe A, Chumbo Grosso

Mini-resenhas de filmes vistos ou revistos recentemente.

Entre Irmãos, Brothers, EUA, 2009.
Direção: Jim Sheridan.
Elenco: Jake Gyllenhaal, Tobey Maguire, Natalie Portman, Carey Mulligan, Sam Shepard.
Entre Irmãos sofre de crise de identidade, a divulgação do filme tentou passar que ele era sobre um triângulo amoroso entre os irmãos Tommy (Gyllenhaal) e Sam (Maguire) e a esposa deste segundo (Portman), entretanto a questão central são os traumas de guerra de Sam, e sua dificuldade de readaptação, mas na verdade o filme desenvolve muito pouco os dois temas sendo inclusive, extremamente insatisfatório em suas conclusões.



Chumbo Grosso, Hot Fuzz, Inglaterra, 2007.
Direção: Edgar Wright
Elenco: Simon Pegg, Nick Frost, Jim Broadbent, Timothy Dalton, Bill Nighy.
Depois de "revolucionar" os filmes de Zumbi com Shaun of the Dead (me recuso a dizer o título nacional), o refinado humor britânico de Edgar Wright e Simon Pegg invadiu o cinema de ação, o filme apresenta todos os clichês do gênero e subverte cada um deles de maneira inventiva com a história do "super policial" que é mandado para uma cidade interiorana por inveja dos companheiros de ofício, se fosse um pouco mais curto seria perfeito.


Esquadrão Classe A, The A-Team, EUA, 2010.
Direção: Joe Carnahan
Elenco: Lian Neeson, Bradley Cooper, Charlto Copley, Quinton "Rampage" Jackson, Jessica Biel, Patrick Wilson.
Tem a sorte de contar com um elenco carismático, o que impede de tornar o filme totalmente descartavel, os diálogos beiram o ridículo de tão superficiais, e a direção ainda insiste em explicar todos os planos do grupo enquanto a ação ocorre, como se o espectador fosse incapaz de compreender o que está ocorrendo (bom, talvez o nicho de público do filme realmente precise), você pode até se divertir moderadamente, mas provavelmente quando o filme terminar, já terá esquecido como ele começou, ou seja, é ideal para quem sofre de perda de memória recente.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Rodada de Cinema (15) - Fúria de Titãs (1981, 2010) e Percy Jackson

Mini-resenhas de filmes vistos ou revistos recentemente.

Fúria de Titãs, Clash of the Titans, EUA, 1981.
Direção: Desmond Davis
Elenco: Laurence Olivier, Ursula Andress, Maggie Smith, Harry Hamlin, Judy Bowker.
Com exceção dos efeitos especiais de Ray Harryhausen que chamam a atenção dos saudosistas que adoram stop-motion (sou um deles), além da excelente cena da Tsunami, o filme tem poucos elementos bons, a fotografia é feia, a direção pior ainda, e as atuações inclusive de grandes nomes como Laurence Olivier e Maggie Smith são preguiçosas, mas os elementos da mitologia grega são melhor explorados que na refilmagem, bem como a personalidade do herói Perseu que aqui é um jovem ambicioso que reivindica o seu lugar de direito, e a trágica figura de Calibos, que na refilmagem se torna um personagem totalmente desinteressante.

Fúria de Titãs, Clash of the Titans, EUA, 2010.
Direção: Louis Leterrier
Elenco: Sam Worthington, Gemma Aterton, Lian Neeson, Ralph Fiennes.
Apesar de toda a tecnologia de hoje, os efeitos especiais da refilmagem se revelam tão artificiais quanto os do original, além disso, os roteiristas erram em todas as modificações feitas na história, e o maior prejudicado é o herói do filme, na tentativa de "melhorar" o caráter de Perseu, conseguiram apenas deixá-lo mais unidimensional, aqui ele é um jovem apenas em busca de vingança e que não almeja o poder, e isso vale para todos os personagens, a princesa Andrômeda por exemplo, é vista em certo momento distribuindo pães para crianças pobres, mas clichê impossível, ao menos, o diretor Louis Leterrier emprega ritmo ao filme, algo que o original não tem.

Percy Jackson e o Ladrão de Raios, Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief, EUA, 2010.
Direção: Chris Columbus.
Elenco: Logan Lerman, Alexandra Daddario, Sean Bean, Pierce Brosnan, Uma Thurman, Rosario Dawson, Steve Coogan, Catherine Keener.
Outro filme que explora o universo grego, mas com uma temática infanto-juvenil, procurando preencher a lacuna que Harry Potter vai deixar, inclusive é dirigido por Chris Columbus responsável pelos dois primeiros filmes do jovem bruxo, é visível a falta de cuidado do roteiro na hora de filtrar as informações do livro, tudo acontece e se desenvolve muito rápido, o que torna as relações entre os personagens artificiais, principalmente entre Percy e seu interesse amoroso (a atriz, péssima por sinal, não ajuda muito), por outro lado, o filme ganha um tom de urgência suficiente para despertar o interesse do público, com um diretor melhor, a série tem tudo para dar certo.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Rodada de Cinema (14) - Zona Verde, O Golpista do Ano, Lobisomem

Mini-resenhas sobre filmes vistos ou revistos recentemente.

Zona Verde, Green Zone, EUA, 2010
Direção: Paul Greengrass
Elenco: Matt Damon, Greg Kinnear, Brendan Glensson, Jason Isaacs, Amy Ryan.
O nova parceria entre Matt Damon e Paul Greengrass conseguiu levar aos cinemas a dimensão política da guerra do Iraque, algo que o oscarizado Guerra ao Terror não fez, e ainda nos brinda com ótimas sequências de ação e tensão que fazem o filme ser extremamente ágil, mal vemos o tempo passar, em contra partida, a ingenuidade do personagem de Damon chegou a me irritar em alguns momentos, mas nada que diminua a inteligência do ator e do diretor de aproveitar um filme de ação para fazer uma dura crítica ao governo norte-americano.

O Golpista do Ano, I Love You Philip Morris, EUA, 2010
Diretor: Glenn Ficarra, John Requa
Elenco: Jim Carrey, Ewan McGregor, Rodrigo Santoro, Leslie Mann
O filme é bastante corajoso ao explorar com delicadeza o romance entre Russel (Carrey) e Morris (McGregor), algo que ninguém espera de um filme comercial, mas obviamente também aproveita a orientação sexual dos dois para provocar boas risadas, consigo até ver a reação de conservadores na genial sequência que revela a homossexualidade do protagonista, um ótimo filme que se assemelha muito a Prenda-me se for Capaz de Spielberg, e por mais bizarro que pareça, foi baseado em fatos reais.


Lobisomem, Wolfman, EUA, 2010.
Diretor: Joe Johnston
Elenco: Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Hugo Weaving.
Tem duas coisas boas, a maquiagem de Rick Baker que remete ao original dos anos 40 e dão ao filme um tom nostálgico e as cenas gráficas de violência, infelizmente o excesso de CGI cortam o clima, deveriam ter utilizado mais o trabalho do lendário Baker, pior ainda é a falta de sintonia do elenco, que aliás, já era algo esperado, pelos inúmeros problemas da produção, como atraso nas gravações, refilmagens e troca de diretor.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Rodada de Cinema (13) - Ilha do Medo, Chico Xavier, A Estrada

Mini-resenhas de filmes vistos ou revistos recentemente:

Chico Xavier, Idem, Brasil, 2010.
Direção: Daniel Filho
Com: Nelson Xavier, Ângelo Antônio, Tony Ramos, Chirstiani Torloni.
Daniel Filho é um diretor extremamente limitado, e desperdiça aqui muitas oportunidades de aumentar o impacto do filme, mas as marcantes interpretações de Ângelo Antônio e Nelson Xavier como o famoso médium em diferentes fases da vida, são suficientes para tornar o filme agradável e fazer o ingresso valer a pena.



A Estrada, The Road, EUA, 2009.
Direção: John Hillcoat
Com: Viggo Mortensen, Robert Duvall, Charlize Theron
Sem dúvida alguma, o maior injustiçado da temporada de premiações, o filme é belíssimo, situado em um cenário pós-apocaliptico, o filme narra de maneira crua, visceral e ao mesmo tempo, profundamente tocante, a luta de um pai para proteger o filho, pelo menos Viggo Mortensen merecia ser lembrado pela sua poderosa interpretação.



Ilha do Medo, Shutter Island, EUA, 2010.
Direção: Martin Scorcese
Com: Leonardo Dicaprio, Mark Rufallo, Michele Williams, Ben Kingsley, Max Von Sidow
Mais uma aula de cinema do mestre Scorcese, todos os elementos que compõem o filme, fotografia, edição, música, etc., se encaixam de maneira perfeita para contar a história, o filme só teve seu impacto diminuído porque eu percebi qual era o mistério, logo no início da projeção, no entanto, o roteiro também desenvolve o seu arco de maneira impecável.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Rodada de Cinema (12) - Especial Oscar

Breves comentários (e críticas completas de alguns) sobre os principais filmes do Oscar 2010.

Avatar, Idem, EUA, 2009.
Direção: James Cameron.
Roteiro: James Cameron.
Trecho da crítica: "E mesmo depois de 12 anos longe das câmeras, ele não perdeu a mão, a narrativa é desenvolvida na velocidade certa, com os personagens tendo o tempo necessário em tela para que consigamos lembrar de cada um, além disso, o universo criado é fabuloso" crítica completa aqui.



Guerra ao Terror, The Hurt Locker, EUA, 2009.
Direção: Kathrin Bigelow
Roteiro: Mark Boal
Trecho da Crítica: "Mas o grande destaque do filme, fica na atuação de Jeremy Renner como o sargento Willian James, especialista em desarmar bombas, ele é viciado na adrenalina da guerra (...) e essa personalidade é desenvolvida de maneira absolutamente crível pelo ator, fugindo totalmente do estereótipo do herói de ação" crítica completa aqui.


Invictus, Idem, EUA, 2009.
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Anthony Peckham
Peca pelo roteiro convencional demais, mas ganha pontos com as atuações excepicionais de Morgan Freeman e Matt Damon que trabalham muito bem principalmente o sotaque sul-africano, e também com a direção enérgica de Clint Eastwood nas cenas do campeonato de Rugby, sempre convicentes, mesmo para quem não entende nada do esporte.


Educação, Inglaterra, 2009.
Direção: Lone Scherfig
Roteiro: Lynn Barber, Nick Hornby
Com um história simples mas cativante, que mostra a transição da joven e inteligente Jenny (Carey Mulligan) da adolescência à idade adulta, na Grã-Bretanha no início dos anos 60, dividida entre estudar para conseguir uma vaga em Oxford ou seguir pela alternativa mais excitante oferecida por um homem mais velho e carismático (Peter Sarsgaard). O filme convence justamente por fugir de clichês e pelas belas atuações.

Um Sonho Possível, The Blind Side, EUA, 2009.
Direção:
John Lee Hancock
Roteiro: John Lee Hancock.
Outro drama esportivo baseado em fatos reais, o filme torna-se se bom porque tem uma boa história que merecia ser contada, mas a direção é pedestre, me irritando principalmente no destaque dispensável que deram para o personagem S.J vivido pelo garoto Jae Head, e Sandra Bullock está apenas correta, nada que mereça um Oscar.


Amor Sem Escalas, Up in the Air, EUA, 2009.
Direção: Jason Reitman
Roteiro: Sheldon Turner, Jason Reitman
Trecho da Crítica: "Amor sem Escalas é um belo filme com alguns poucos problemas que se tornam irrelevantes, principalmente quando contrastados com o final impecável e original." para ler a crítica completa, clique aqui.




Bastardos Inglórios, Inglorious Bestards, EUA, 2009.
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Trecho da Crítica: "Contando com uma metragem um pouco maior do que deveria, o filme tem bem mais acertos do que falhas, é superior a Jackie Brown, Kill Bill e Prova de Morte, mas não foi dessa vez que Quentin voltou ao nível de seus dois primeiros trabalhos." leia a crítica completa aqui.



Preciosa, Precious, EUA, 2009.
Direção: Lee Daniels
Roteiro: Geoffrey Fletcher.
Para ler a resenha de Preciosa clique aqui.







Um Homem Sério, A Serious Men, EUA, 2009.
Direção: Ethan Coen, Joel Coen
Roteiro: Ethan Coen, Joel Coen
Sem dúvida um dos filmes mais excêntricos dos irmãos Coen, isso poderia ser um motivo para adorar o filme, já que adoro justamente quando os dois criam algo inusitado, mas nesse caso não me convenceu, apesar de bons momentos e ótimas metáforas, a trama sobre um professor judeu e sua familia prestes a desmoronar, soa arrastada e pouco envolvente. Mas merece uma reconferida para atentar aos detalhes.


UP - Altas Aventuras, UP, EUA, 2009.
Direção: Pete Docter
Roteiro: Bob Peterson
Mesmo aclamado por todos, e mesmo achando um ótimo filme, não considero a melhor animação do ano, nem entre as melhores da pixar, a sequencia inicial é sim maravilhosa, mas eu não vejo o mesmo no resto do filme e ele é até mesmo visualmente pouco criativo, mas ainda sim, um ótimo filme.

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