Fúria de Titãs, Clash of the Titans, EUA, 1981.Direção: Desmond Davis
Elenco: Laurence Olivier, Ursula Andress, Maggie Smith, Harry Hamlin, Judy Bowker.
Com exceção dos efeitos especiais de Ray Harryhausen que chamam a atenção dos saudosistas que adoram stop-motion (sou um deles), além da excelente cena da Tsunami, o filme tem poucos elementos bons, a fotografia é feia, a direção pior ainda, e as atuações inclusive de grandes nomes como Laurence Olivier e Maggie Smith são preguiçosas, mas os elementos da mitologia grega são melhor explorados que na refilmagem, bem como a personalidade do herói Perseu que aqui é um jovem ambicioso que reivindica o seu lugar de direito, e a trágica figura de Calibos, que na refilmagem se torna um personagem totalmente desinteressante.
Fúria de Titãs, Clash of the Titans, EUA, 2010.Direção: Louis Leterrier
Elenco: Sam Worthington, Gemma Aterton, Lian Neeson, Ralph Fiennes.
Apesar de toda a tecnologia de hoje, os efeitos especiais da refilmagem se revelam tão artificiais quanto os do original, além disso, os roteiristas erram em todas as modificações feitas na história, e o maior prejudicado é o herói do filme, na tentativa de "melhorar" o caráter de Perseu, conseguiram apenas deixá-lo mais unidimensional, aqui ele é um jovem apenas em busca de vingança e que não almeja o poder, e isso vale para todos os personagens, a princesa Andrômeda por exemplo, é vista em certo momento distribuindo pães para crianças pobres, mas clichê impossível, ao menos, o diretor Louis Leterrier emprega ritmo ao filme, algo que o original não tem.
Percy Jackson e o Ladrão de Raios, Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief, EUA, 2010.Direção: Chris Columbus.
Elenco: Logan Lerman, Alexandra Daddario, Sean Bean, Pierce Brosnan, Uma Thurman, Rosario Dawson, Steve Coogan, Catherine Keener.
Outro filme que explora o universo grego, mas com uma temática infanto-juvenil, procurando preencher a lacuna que Harry Potter vai deixar, inclusive é dirigido por Chris Columbus responsável pelos dois primeiros filmes do jovem bruxo, é visível a falta de cuidado do roteiro na hora de filtrar as informações do livro, tudo acontece e se desenvolve muito rápido, o que torna as relações entre os personagens artificiais, principalmente entre Percy e seu interesse amoroso (a atriz, péssima por sinal, não ajuda muito), por outro lado, o filme ganha um tom de urgência suficiente para despertar o interesse do público, com um diretor melhor, a série tem tudo para dar certo.